PROTESTO CONTRA CORRIDA DE TOUROS



Seguem os protestos contra a tradicional "Corrida de Touros" em Pamplona, na Espanha. Ativistas "peladões" buscam a sensibilização de todos, para que este tipo de evento, que não respeita o direito dos animais. A tradição espanhola é forte e é a justificativa para tais "festas", mas, penso que os bichos já sofrem demais por tantas outras coisas, que algumas poderiam ser repensadas.

ÁRVORES EM PORTO ALEGRE

Podas e remoções
Lei municipal determina que somente a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) faça o manejo nas árvores da Capital. Por isso, a poda ou a remoção de árvores em terreno particular devem ser solicitadas ao órgão. O pedido deve ser formalizado no Protocolo Central da prefeitura, na Rua Sete de Setembro, 1.123, para constituir um processo administrativo. Após o requerimento ser encaminhado à Smam, a secretaria fará uma vistoria ao local onde está a árvore e avaliará qual medida pode ser adotada.
Combate à erva-de-passarinho
A erva-de-passarinho é um organismo que se alimenta da seiva bruta da árvore e se dissemina pelas fezes dos pássaros. Sua proliferação provoca a morte do vegetal. Segundo a Smam, espécies como cinamomo, ligustro e extremosa, entre outras árvores exóticas situadas em passeios com redes elétricas, apresentam maior percentual de infestação. A remoção é realizada por técnicos da secretaria especializados em biologia vegetal. A prefeitura empreende uma técnica para controle da erva, que consiste na remoção da parte principal do parasita, o "miolo", o que controla o crescimento, mas pode passar a impressão de que o vegetal permanece infestado.
Para contatar a secretaria
A solicitação para poda, remoção ou plantio de árvores em passeio público pode ser feita pelo site www.portoalegre.rs.gov.br/156/arvore.html
Após o preenchimento, a solicitação é enviada à Zonal Técnica responsável pela região para análise. A remoção de qualquer espécie vegetal localizada tanto em terreno particular como em áreas públicas requer autorização da Smam. Por telefone, ligue para 156
Para adotar
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) mantém o programa Adote uma Árvore, no qual interessados passam a cuidar de alguma muda recentemente plantada pela prefeitura. O adotante se responsabiliza por regar, adubar ou até denunciar algum tipo de vandalismo contra a planta para a Guarda Municipal. Para adotar, acesse o site www.portoalegre.rs.gov.br/smam, vá em "Arborização Urbana" e depois em "Adote uma Árvore" e clique em "Adote agora".
Plano Diretor de Arborização de Vias Públicas
O Plano Diretor de Arborização Urbana é o conjunto de métodos e medidas para preservação, manejo e expansão das árvores nas cidades, de acordo com as demandas técnicas e as manifestações das comunidades.
Em agosto, a Smam deverá lançar mais uma edição da Cartilha de Arborização Urbana, com informações das características da arborização em Porto Alegre, seus benefícios e orientações técnicas sobre podas e plantios.
A Capital arborizada
Os bairros mais antigos são identificados pelo predomínio de uma espécie arbórea, como ligustro no Centro e na Cidade Baixa, jacarandá no Bom Fim, Floresta e Rio Branco, cinamomo em Petrópolis, MontSerrat e Higienópolis, perna-de-moça no Moinhos de Ventos e plátanos na Boa Vista.
Nos últimos anos, a extremosa está presente em quase todos os bairros.
Nas ruas de Porto Alegre, foram encontradas 173 espécies arbóreas, dentre as quais 18 são predominantes, conforme um levantamento de março de 2000.
Estima-se que a Capital tenha 1,2 milhão de árvores em vias públicas.
Fonte: Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam)

LIVE EARTH


Faltam apenas quatro dias para o início do Live Earth, megafestival de música pop que pretende reunir mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo em torno de um ideal comum: o combate ao aquecimento do planeta. No próximo dia 7 de julho, Rio de Janeiro, Nova York, Londres, Hamburgo, Johanesburgo, Xangai, Tóquio e Sidney receberão alguns dos principais nomes da música internacional para uma maratona de 24 horas ininterruptas de shows. Todo o tipo de evento buscando a conscientização das pessoas é válido, mesmo que esse tenha cara de movimentação mais política do que ambiental.
Entrentanto, no Rio o evento está ameaçado, em razão de uma liminar do Ministério Público conseguida na Justiça Estadual, que pretende impedir o evento, pois a Polícia Militar não teria condições de dar segurança ao evento, já que todas as atenções na cidade estão direcionadas para os Jogos Panamericanos, sem contar o efetivo empregado na ocupação do Complexo do Alemão.

Veja o conjunto de metas anunciado por Al Gore para a luta contra o aquecimento global:
1. Pedir ao meu país que se submeta a um tratado internacional nos próximos dois anos com o objetivo de reduzir o aquecimento global em 90% nas nações desenvolvidas e mais da metade no outros países do mundo a tempo para que a próxima geração tenha um planeta mais saudável;
2. Tomar atitudes próprias com o intuito de ajudar a resolver a crise climática reduzindo a minha emissão de dióxido de carbono ao máximo possível;
3. Lutar pela moratória na construção de qualquer nova usina de produção de carvão que não possua a capacidade de impedir a proliferação de dióxido de carbono;
4. Trabalhar pelo uso inteligente de energia na minha casa, escola, igreja, no meu trabalho e meios de transporte;
5. Lutar por leis e políticas que expandam o uso de fontes de energia renovável e que reduza a dependência do petróleo e do carvão;
6. Plantar novas árvores e se unir a outros no objetivo de preservar e proteger as florestas;
7. Apoiar empresas e líderes que compartilhem dos meus compromissos para resolver a crise climática e para construir um mundo justo, próspero e sustentável para o século 21.

TUDO SOBRE O LIVE EARTH: http://www.liveearth.globolog.com.br/

POLUIÇÃO MATA 460 MIL CHINESES POR ANO

A degradação do meio ambiente, seja da água, ar, solo ou outros recursos naturais faz vítimas diárias, quando bebem água suja ou respiram o ar poluído durante anos, fato que é pouco divulgado. Estudo do Banco Mundial traz as estatísticas chinesas, país em próspero desenvolvimento, mas que não tem preocupação com a parte ambiental, e mostra que cedo ou tarde, os seres vivos, inclusive nós, acabam pagando com a vida por um modelo de crescimento que não privilegia a sustentabilidade.

Cerca de 460 mil chineses morrem prematuramente todos os anos por respirar ar poluído e beber água suja, revelou um estudo do Bird - Banco Mundial. O jornal Financial Times publicou nesta terça-feira (03), um artigo dizendo que o governo chinês, parceiro do banco na pesquisa, pediu para a instituição não divulgar as estimativas por temer que provoquem inquietação social.
Uma versão do estudo disponível no site do banco afirma que algumas estimativas sobre os custos físicos e econômicos da poluição foram omitidas devido a incertezas sobre os cálculos de medição e suas aplicações.
Mas a pesquisa estima os custos de saúde derivados de mortes prematuras associadas à poluição em US$ 51,8 bilhões. O Banco Mundial afirmou que o relatório final será divulgado em breve.
"De maneira consistente com a posição do Banco Mundial para este tipo de projeto de pesquisa conjunto, as conclusões do relatório estão sendo debatidas com o governo. A versão (no site) não inclui alguns dos temas que ainda estão sendo discutidos", declarou em comunicado o escritório do banco em Pequim.
Um economista de Pequim disse que a estimativa do estudo de mortes prematuras causadas por poluição são alarmantes, mas estão de acordo com uma pesquisa anterior do Banco Mundial e com recentes conclusões acadêmicas na China. A China, onde ficam algumas das 20 cidades mais poluídas do mundo, está redobrando seus esforços para limpar o meio ambiente.
Autoridades estão fechando fábricas sujas e elevando os padrões de eficiência de combustíveis em automóveis. No domingo, a China também colocou em prática padrões mais elevados para a água potável. (Estadão Online)

TJRS JULGA AÇÕES DO CAFÉ DO LAGO

Famoso bar de Porto Alegre que tem conflitos com a Prefeitura - bem como seu proprietário com o Sr. Secretário do Meio Ambiente, o Café do Lago obteve vitória no julgamento de mandado de segurança, que determinou a anulação de multa administrativa imposta por falta de licenciamento ambiental do empreendimento. Essa briga ainda vai longe. Segue a notícia do site do TJRS.

A multa aplicada pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre contra a empresa Café do Lago, por falta de cumprimento do licenciamento ambiental, foi anulada pela Justiça. Por outro lado, o Mandado de Segurança (MS) impetrado pela empresa contra a possível interdição do estabelecimento foi negado, pois a ameaça não se configurou.
A empresa Café do Lago explora desde 2001 as atividades de fornecimento de alimentação e bebidas no Parque Farroupilha, em Porto Alegre. Contra atos do Município interpôs dois Mandados de Segurança. No primeiro, entendendo estar na iminência de interdição do estabelecimento, com a cassação do alvará de funcionamento, pede o direito de responder e se defender em processo administrativo (10601890110).
No segundo (10700120142), pede a anulação da multa imposta por falta de licenciamento ambiental.

Alvará
Considerou o Juiz de Direito do 1º Juizado da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que “ao propor o processo, o impetrante temia, em face do trâmite do procedimento administrativo, que lhe fosse imputada penalidade de cassação do alvará de funcionamento e interdição do estabelecimento, o que estaria em desacordo com o devido processo legal, vez que sequer fora lhe oportunizada a ampla defesa e o contraditório”.
Contudo, afirmou o magistrado, “ainda que houvesse no âmbito do processo manifestações que indicasse a adoção final de medidas que levariam à interdição e quiçá à cassação do alvará da impetrante, a atitude final e necessária acabou por não se efetivar, tanto que jamais o estabelecimento foi efetivamente interditado ou mesmo teve seu alvará cassado”. Assim, denegou este primeiro Mandado de Segurança.

Licenciamento ambiental
No segundo MS, a Café do Lago requer a anulação de multa por não ter apresentado licenciamento ambiental. Argumentou que apresentou o pedido de licença ambiental, não aceito em decorrência da necessidade de estudo de viabilidade urbana. Porém, continuou, contratado profissional e apresentado o estudo para aprovação, em setembro de 2006, não houve apreciação pela municipalidade, acarretando abuso da Prefeitura ao exigir a licença que pende de apreciação pela própria Municipalidade.
Entende o Juiz que “o rigorismo da administração foi tanto que acabou ela própria causando obstáculo a que o impetrante regularizasse a situação”. “Sem dúvida, a sanção de multa diária imposta está revestida de ilegalidade já que não pode a empresa cumprir com a condição de impor a licença ambiental, se para tanto necessita de estudo de viabilidade urbana, o qual depende de aprovação pela própria administração, que até o momento não o fez e sequer apresentou razões que justificassem já tê-lo feito ou que contrariassem essa conclusão”.

Atividade fiscalizadora
Resssalvou o magistrado que despacho anterior do Juízo havia determinado apenas “a devolução do equipamento de som do impetrante” e não autorização para sua utilização em detrimento das normas municipais relativas aos limites sonoros máximos nelas previstos. “Não há qualquer determinação nos dois Mandados de Segurança que imponha restrição outra à atividade fiscalizadora do Município, sobretudo no que concerne à utilização de aparelhos de som amplificados e fora do horário, ou qualquer outra atividade que esteja em desacordo com os termos da permissão de uso ou da legislação pertinente”.
A sentença válida para as duas ações foi divulgada na última sexta-feira (29/6).

CONDENAÇÃO POR CRIME AMBIENTAL NO TJRS

Comete o crime previsto no art. 56 da Lei dos Crimes Ambientais – nº 9605/98, aquele que embala, comercializa e transporta agrotóxico do grupo dos carbamatos, em desacordo com as exigências legais.
O dispositivo diz que é crime “produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos”. Prevê a pena de reclusão para os infratores de um a quatro anos, e multa.
A lei também dispõe que incorre nas mesmas penas quem abandona os produtos ou substâncias ou os utiliza em desacordo com as normas de segurança. Se o crime é culposo, a pena é de detenção por seis meses a um ano, e multa. O dispositivo foi aplicado pela 4ª Câmara Criminal do TJ ao julgar apelação contra sentença condenatória de Três de Maio.

O fato
Testemunhas confirmaram que, em 3/6/02, a PM recebeu a notícia de que pessoas estariam vendendo veneno para os agricultores. Na Vila Progresso, no Município de Três de Maio, foi encontrado o carro carregando veneno em alguns frascos. O veículo foi apreendido em razão de problemas de licenciamento. Os réus foram abordados em um bar e conduzidos à Delegacia, onde disseram inicialmente tratar-se de ´substância cítrica´, usada para alimentar o gado. Não foram identificados eventuais compradores.
A substância, segundo laudo pericial incluído no processo, consistia em agrotóxico, do grupo dos carbamatos.

1º Grau
A Juíza de 1º grau condenou o réu à pena de um ano e quatro meses de reclusão e multa de 1/3 do salário mínimo vigente à época do fato, substituindo a privação da liberdade por prestação de serviços e prestação pecuniária. Outro réu foi absolvido, por falta de prova.
O réu condenado recorreu da sentença ao TJ, solicitando que fosse declarada a nulidade do laudo e que o fato não é crime ou que não havia prova suficiente para uma condenação ou ainda, a redução da pena com o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea.

Tribunal
Para o Desembargador Constantino Lisbôa de Azevedo, relator na 4ª Câmara Criminal, “restaram bem provadas a autoria e a materialidade dos delitos”. E prosseguiu: “O apelante admitiu a posse do agrotóxico, apenas alegando que era para seu próprio uso e que ´não tinha conhecimento que era proibido transportar a substância´, porém de maneira inconsistente e inverossímil, de sorte a não inspirar a menor credibilidade”.
Perito examinou as substâncias e “os resultados foram compatíveis com pesticidas do grupo dos Carbamatos”. A intoxicação por carbamatos apresenta os seguintes sintomas: náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, salivação excessiva, sudorese, apatia, fraqueza, rinorréia, distúrbios da visão, perda da coordenação muscular, dificuldade respiratória, crises convulsivas, coma e morte causada primariamente por parada respiratória.
Para o relator, “a alegação do réu de que não tinha conhecimento do caráter ilícito de transportar a substância em questão não encontra subsídios nos autos”. E continuou: “Se o autor não tivesse conhecimento da ilicitude do ato, não teria omitido, durante o inquérito policial, o porte de veneno para formigas”.
O atenuante da confissão espontânea é inviável, entendeu o Desembargador Constantino, pois o apelante somente confessou aquilo que não podia negar, isto é, a posse do agrotóxico, afirmando ainda que era para uso próprio e que não tinha conhecimento da ilicitude do fato. “O que configura uma confissão incompleta, incapaz de caracterizar plenamente a atenuante”, concluiu o magistrado.
Os Desembargadores José Eugênio Tedesco, que presidiu a sessão de julgamento ocorrida em 28/6, e Gaspar Marques Batista acompanharam as conclusões do voto do relator.
Proc. nº 70019300466 (João Batista Santafé Aguiar), com informações do TJRS

GABEIRA DEFENDE O FIM DO SENADO

Fernando Gabeira, do PV, político e ambientalista, defendeu publicamente a extinção do Senado Federal, em razão do não-cumprimento de sua função institucional, além de tornar-se fonte inesgotável de escândalos políticos, envolvendo relações duvidosas entre o público e o privado, de forma a desperdiçar dinheiro público com o pagamento de políticos e seus assessores, além de toda a estrutura física dessa casa do Congresso Nacional. Eu sou a favor de todas as medidas tomadas pelo governo de forma a reduzir o gasto de dinheiro público por políticos, desde que a democracia seja mantida - no caso, seria por sistema unicameral, a Câmara dos Deputados -, especialmente para excluir da "mamata" a grande maioria dessa classe de políticos que somente pensam no seu bolso, esquecendo dos seus eleitores, impossibilitando a melhoria de nosso país.

75% DA EMISSÃO DE CO2 NO BRASIL É DESMATAMENTO


Embora tenha 45% da energia originada de fontes não-poluentes e da produção de biocombustíveis, o Brasil precisa de uma política pública eficaz contra o desmatamento para impedir o aumento das emissões de gás carbônico, que contribui para o agravamento do aquecimento global. Atualmente, o Brasil é o quarto emissor de gás carbônico do mundo, despejando cerca de um bilhão de toneladas por ano, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia. As razões desse volume não estão nos veículos ou nas chaminés das fábricas. Isso porque 75% das emissões do principal gás causador do efeito estufa são provocadas pelas derrubadas de árvores.

A coordenadora da Organização Não-governamental (ONG) internacional Avaaz, Graziela Tanaka, afirma que o Brasil tem feitos esforços para conter o desmatamento, mas isso ainda representa pouco para diminuir as emissões. Ouve-se muito falar sobre biocombustível ou sobre a matriz energética limpa, mas pouco se ouve sobre a prevenção de queimadas. “O Brasil dá exemplo em algumas áreas, mas também é um grande emissor de gás carbônico”, diz Tanaka, que no dia 14 d ejunho entregou uma petição ao Ministério das Relações Exteriores pedindo metas mais rígidas para a segunda etapa do Protocolo de Kyoto.

O embaixador brasileiro para Questões Climáticas, Sérgio Serra, que representa o país nas negociações entre os países que assinaram o tratado, afirma que a redução do desmatamento é uma preocupação do país. “Desde o ano passado, o Brasil negocia um sistema que estimule os países a reduzirem as emissões provocadas pelos desmatamentos”. Segundo ele, a negociação é lenta porque o Brasil precisa conscientizar outros países sobre a importância do tema. “Aqui, o desmatamento responde pela maioria das emissões de gás carbônico, mas em todo o mundo as derrubadas representam apenas 19% do aquecimento global”, justifica o embaixador. “Nosso perfil é diferente do de outros países, que poluem mais porque consomem combustíveis fósseis.”

A proposta brasileira a ser reapresentada em dezembro na reunião das partes do Protocolo de Kyoto em Bali (Indonésia) consiste na criação de um sistema de incentivo positivo. Um fundo voluntário recompensaria os países que comprovassem, por meio de imagens de satélites, terem reduzido o desmatamento. “Isso seria bem menos oneroso que, por exemplo, converter termelétricas em usinas de geração limpa de energia”, compara o embaixador.

A médio prazo, no entanto, o cenário não é de queda na emissão. Um estudo divulgado em abril pela Ocde - Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico aponta que o Brasil continuará a liderar a produção de energia limpa entre os países emergentes pelo menos até 2030. Mesmo assim, o lançamento de gás carbônico deve aumentar 70,5% nos próximos 25 anos, um crescimento superior à média mundial, estimada em 52%.
Por meio da assessoria de imprensa, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis informou que o combate ao desmatamento promovido pelo órgão não passa apenas pela fiscalização, mas por atividades educativas com populações que vivem próximas a unidades de conservação. O instituto informou ainda que, em 2004 e 2005, o desmatamento na Amazônia foi diminuído em 51%. Isso equivaleria à redução de 430 milhões de toneladas de gás carbônico lançado na atmosfera. (Agência Brasil)