PNC SEGUE GIRANDO O ESTADO

De 6 a 9 de agosto, em Pelotas, no auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) será realizada mais uma etapa do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC). Uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) e Federação das Associações de Municípios do RS (FAMURS).
Com a finalidade de capacitar gestores e conselheiros ambientais, assim como técnicos das câmaras de vereadores da Zona Sul, Zona Centro-Sul e Região Sudoeste do Estado, o Programa Nacional de Capacitação (PNC), no período de quatro dias, deverá expôr o módulo básico do programa, que foi criado com a finalidade de ampliar e fortalecer o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e o desenvolvimento sustentável.
O módulo básico do PNC vem sendo desenvolvido desde maio e já passou pelas cidades de Porto Alegre, Ibirubá, Santo Ângelo, Santa Cruz do Sul, Capão da Canoa, Erechim e Frederico Westphalen. Após o município de Pelotas, será a vez de Caxias do Sul e São Sepé receberem o PNC.

MORTES NA ÁSIA PELAS CHUVAS

As mudanças climáticas vêm causando diversas situações de desespero, agora na Ásia, onde já são mais de 230 pessoas que morreram nas inundações provocadas pelas chuvas torrenciais que há dias castigam o nordeste da Índia, Nepal e Bangladesh, e que afetaram cerca de 17 milhões de pessoas, segundo os últimos dados.
Na Índia, a situação mais crítica é no Estado de Bihar, no nordeste. Pelo menos 77 pessoas morreram e mais de 10 milhões viram suas propriedades danificadas ou tiveram que fugir por causa das chuvas de monção, informaram hoje fontes oficiais.
Também no nordeste da Índia, em Assam, há pelo menos sete mortos e 25 dos 27 distritos foram afetados pelas chuvas.
Em Bangladesh, pelo menos 81 pessoas morreram até agora devido às inundações. Segundo as autoridades, a situação pode piorar no centro do país, onde o nível dos rios também continua crescendo. Cerca de 7 milhões de pessoas foram afetadas pelas intensas precipitações, que destruíram muitas casas e causaram sérios danos às colheitas, informa hoje a agência UNB.
No Nepal, as chuvas e inundações deixaram cerca de 80 mortos, sendo 19 esta semana, segundo o departamento de Desastres Naturais do Ministério do Interior. Além disso, 15 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas por causa das inundações, especialmente no sul do país, onde a água dificulta as tarefas de assistência. ( com informações da AGÊNCIA EFE e CLICRBS)

CASAS NAS ÁRVORES


Ter uma casa na árvore não é mais um sonho de criança. Esta também é a saída encontrada por adultos para se refugiar da agitação das grandes cidades e viver entre pássaros, copas repletas de frutas e até dividir a morada com um ninho de joão-de-barro. O empresário paranaense Ricardo Brunelli é um exemplo disso. Ele construiu a primeira casa na árvore em 1976. A estrututa era de bambu e coberta por folhas de bananeira. O projeto durou até a primeira chuva. Ele contou com a ajuda de dois amigos e a construção foi levantada em espaço afastado, numa fazenda, em Rolândia (PR). “Essa idéia ficou na minha cabeça e pensava sempre se um dia eu conseguiria construir uma casa de verdade para mim”, disse. O que era brincadeira de criança hoje é o trabalho de Brunelli, que constrói casas em árvores. A primeira casa, feita profissionalmente, está em uma figueira centenária, localizada numa fazenda na cidade de Porecatu, no interior do Paraná. “É uma figueira com 30 metros de altura. A casa está a 18 metros de altura, como se fosse um apartamento no sexto andar.”A casa na árvore construída na figueira pode muito bem abrigar uma família de maneira permanente, segundo Brunelli. “São 44 m² de construção, com sacada de 20 m² e uma área de lazer com 17m² sobre a casa.” A obra tem fogão a lenha, que pode ser usado como lareira nas estações frias, o quarto tem ar-condicionado. O banheiro é completo e tem azulejo na parede, feita de placas de isopor. Como segurança, a escada sobe e desce por meio de controle-remoto. “A estutura é feita de angico-preto, que é bem resistente e suporta até 150 quilos por metro quadrado”, disse Brunelli. Ele conta que aproveita o imóvel da árvore nos finais de semana com a família. “Sou eu que cuido e faço a manutenção. Tenho muito carinho por ela”, disse o empresário. Acostumado à altura das copas das árvores, Brunelli está construindo um escritório suspenso, em Londrina. “Serão 30 m² em um condomínio fechado. A outra, na figueira, será apenas para passeio mesmo.”

Meio ambiente
A integração dos donos de casas em árvores com a natureza é total. “Nós não derrubamos um galho sequer das árvores. Temos uma preocupação com o meio ambiente. Mudamos o projeto de uma casa para manter dois ninhos de joão-de-barro na árvore escolhida para construção e estão lá até hoje”, afirmou Brunelli. Para garantir a sustentação da casa entre os galhos, a construção é feita com travamentos feitos com cabos de aço. Para construir uma casa na árvore é preciso ter olho clínico para acertar qual é a melhor e mais segura. “Muitas vezes as pessoas nos procuram com um projeto de casa pronto na cabeça e com uma árvore já escolhida. No entanto, não é difícil a gente mudar o projeto e até mesmo a árvore. É preciso que ela tenha entre 70 e 80 centímetros de diâmetro de tronco para poder apoiar uma casa. Além disso, tem de ter espaço para que o deck não cubra totalmente a raíz da árvore, que precisa receber sol. A base da casa também não pode ser construída, por exemplo, a menos de um metro de altura”, disse Brunelli.

Medo de raio
A sensação de liberdade e de isolamento ainda compensam o risco, considerado pequeno, de um raio cair sobre a árvore que sustenta a casa. “Só colocar um pára-raio sobre a árvore não garante segurança. O ideal seria construir três torres de madeira, mais altas do que a árvore, mas isso sai muito caro.” Brunelli lembra que durante uma tempestade teve de descer com a mulher e os filhos para o carro. Não demorou muito tempo e voltamos para a casa na árvore.”

Vida de Tarzan
O casal Manolo Moran e Tereza Setti escolheu a cidade de Santo Antônio da Platina, no Paraná, para construir a casa da árvore para a família. "Já faz três anos que curtimos isso. Depois que tivemos os nossos filhos, amadurecemos a idéia de termos uma casa assim. Não precisamos dos clichês de casas na árvore, como cordas para subir e nem escorregadores, não era essa a nossa idéia", disse Tereza.Para ela, a casa, também instalada em uma fazenda, serve de refúgio para a família. "É espaço suficiente para nós quatro. As crianças adoram, mas as visitas adoram mais ainda. A primeira coisa que perguntam quando chegam à fazenda é onde está a casa na árvore", disse Tereza. A casa foi construída em um aglomerado de flamboaiã e tem 9m² de área interna. "É o suficiente para nós. Ainda temos uma lareira para manter o local quente nos dias mais frios", afirmou Tereza. Em Botucatu, no interior de São Paulo, Brunelli construiu uma casa que surge num pé de jambo e termina entre duas mangueiras. Esta tem 80 m² e uma passarela de 22 metros de comprimento.Em São Manoel, também no interior paulista, o caminho para o mirante sai da piscina da casa e segue com 15 metros de passarela. A casa tem 82 metros quadrados, seis metros de altura e tem mirante de 22 metros. O projeto mais ambicioso está sendo construído em Araras, no interior de São Paulo. A casa, segundo Brunelli, será a mais bonita de todas. "É a evolução de toda técnica e conhecimento que temos em casas de madeira. O projeto vai custar cerca de R$ 200 mil. A casa terá piso de porcelanato, energia elétrica, móveis e tudo que uma casa construída no chão tem". (com informações do G1)

CRIADOURO CLANDESTINO DE GALOS DE RINHA EM TAQUARI

Fiscais do Ibama desbarataram na quinta-feira (02) um criadouro clandestino de galos de briga em Taquari, município localizado a 60 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No local, funcionava também uma rinha. Foram apreendidos mais de 500 aves, todas elas com mutilações e sinais de maus-tratos. O responsável pelo criadouro mantinha ainda um site na internet para a comercialização dos galos. A suspeita é que ele faça parte de uma rede internacional de tráfico de animais.
No local, os fiscais apreenderam ainda um computador e centenas de DVDs. As fitas de vídeo ensinavam como criar e treinar os galos para a briga. O dono do criadouro admitiu que faturava, em média, R$ 15 mil por mês com a venda dos animais e das fitas de DVDs. A maioria dos compradores era de outros estados e até de outros países. O negócio era feito pelo site www.galoscombatentes.com.br, que, depois, para despistar, mudou de nome para www.avesornamentais.com.br.
A operação foi acompanhada por promotores da força-tarefa do Ministério Público Federal que atua no combate ao crime organizado e ainda por agentes da Polícia Ambiental do Rio Grande do Sul. As investigações, que envolveram filmagens e escuta telefônica, foram autorizadas pela Justiça Federal.
O proprietário do criadouro foi detido e levado para a Delegacia Ambiental, onde prestou depoimento. Ele foi autuado com base no artigo 32, da Lei 9.605, que pune maus-tratos a animais, e multado em R$ 102 mil (R$ 2 mil e mais R$ 200 para cada ave). Se condenado, pode pegar de três meses a um ano de prisão. (com informações do IBAMA)

INCÊNDIO EM ATERRO DE LIXO TÓXICO EM SÃO LEOPOLDO

Um incêndio acontece desde as 3h30min desta quinta-feira, em um aterro de lixo tóxico em São Leopoldo. O fogo está sendo controlado pelos bombeiros. Ainda não há informações sobre possíveis feridos ou pessoas com intoxicação.
Devido ao vento, há muita fumaça tóxica na região. Por causa disso, as aulas foram canceladas em uma escola próxima, no bairro Santa Marta, no loteamento Tancredo Neves. Além do colégio de 220 alunos, alguns casebres estão no local atingido pela fumaça. A princípio, se pensou que seria preciso retirar as famílias, mas esa necessidade não se confirmou.
O lixão pertence à Fundação de Resíduos Sólidos e Industriais de São Leopoldo, um consórcio de empresas que depositam no local restos de borracha e plástico, entre outros materiais. A área está isolada. (com informações da RÁDIO GAÚCHA/CLICRBS)

POLUIÇÃO DO MAR MEDITERRÂNEO


Berço da civilização ocidental, o Mar Mediterrâneo banha 21 países e abriga praias e enseadas paradisíacas que atraem nada menos que 200 milhões de turistas por ano. Uma pesquisa recente conduzida pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, e pela entidade ambientalista Greenpeace mostra que o Mediterrâneo ostenta também uma credencial nada louvável - ele é o mais poluído dos mares do planeta. Para quem acha que jogar lixo na praia é coisa de Terceiro Mundo, uma surpresa: a sujeira mais visível do Mediterrâneo é justamente aquela produzida pelo turismo.

O estudo calcula que todo ano 15 milhões de toneladas de detritos - principalmente garrafas e outras embalagens plásticas - são lançados nas areias e nas águas azuis das praias da Itália, da França e da Espanha. Cerca de 30% desses detritos permanecem visíveis na superfície e os demais 70% são responsáveis por um enorme estrago na fauna. Focas e tartarugas confundem os objetos plásticos com alimentos e os transformam em refeições fatais. Calcula-se que 50 000 focas morram por ano dessa forma, número dez vezes superior ao das que são capturadas por caçadores.

Com 46 000 quilômetros de costa densamente ocupados, o Mediterrâneo sofre também com 9 milhões de toneladas de resíduos industriais e domésticos não tratados que chegam a suas águas todo ano. Nas cidades litorâneas da Itália, apenas 63% da população está conectada a redes de tratamento de esgoto. Já a Grécia contribui com 70% da poluição por produtos químicos utilizados na agricultura, lançados em rios que deságuam no Mediterrâneo. Os 220 000 navios que fazem rota em suas águas despejam nelas anualmente 630 000 toneladas de petróleo, provenientes tanto de acidentes como de operações de carga e descarga.

Qualquer solução para tornar o Mediterrâneo menos poluído esbarra nas enormes diferenças econômicas e culturais dos países que ele banha. Uma legislação para evitar a poluição dos rios que nele deságuam, por exemplo, teria de ser aprovada por nações tão díspares quanto Líbia e França, Espanha e Argélia. A Unep, agência da ONU para questões ambientais, mantém um plano de ação para combater a sujeira no Mediterrâneo, mas encontra dificuldade em conseguir dados oficiais de diversos países sobre as atividades que geram poluição. Enquanto o plano não avança, torce-se para que os turistas façam sua parte.

A cada ano, as águas do Mediterrâneo recebem:
• 9 milhões de toneladas de resíduos industriais e domésticos não tratados, 60% produzidos por França, Itália e Espanha;
• 15 milhões de toneladas de detritos produzidos por 200 milhões de turistas que visitam suas praias;
• 600.000 toneladas de petróleo derramadas por navios durante o movimento de carga e descarga e 30.000 toneladas perdidas em acidentes;
• Redes de pesca e embalagens plásticas, responsáveis pela morte de 50.000 focas, que confundem esses objetos com alimentos. (com informações da Revista Veja)

APPS: PARCERIA ENTRE MMA E MUNICÍPIOS

O MMA - Ministério do Meio Ambiente, por meio da SRU - Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, convidou os gestores ambientais municipais para elaboração conjunta de uma política de atuação para as APPs - Áreas de Proteção Permanente Urbanas. O convite foi feito pelo secretário da SRU, Luciano Zica, em palestra no 17º Encontro Nacional da Anamma - Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente, que está sendo realizado em Recife, Pernambuco, e termina na sexta-feira (03).
Segundo Zica, a questão das APPs é fundamental e tem recebido tratamento especial dentro do MMA, inclusive com o reforço dos quadros funcionais na Diretoria de Ambiente Urbano, que trata desse assunto. "Ou nós temos capacidade de agir de forma transversal dentro das três esferas de governo ou nós não vamos conseguir efetivar nenhuma política. Há a necessidade de assumirmos a tarefa com uma responsabilidade coletiva", defende Zica.
Para o secretário, é importante que os municípios invistam na capacitação de gestores e na elaboração de bons projetos. No encontro, ele também anunciou a realização, em outubro, do 1º Seminário Nacional de Recursos Hídricos no Ambiente Urbano que será promovido pelo MMA.
(com informações do MMA)

MANTIDA PENA POR ENVENENAMENTO DE CÃO

Segue notícia sobre julgado de uma "pessoa" (se é que pode ser chamada assim), que envenenou o cachorro do vizinho após discussão deles (dos humanos). Conduta de débil-mental.

Considerado responsável pelo envenenamento do cachorro de seu vizinho, homem condenado por maus tratos a animal teve o apelo negado pela Turma Recursal Criminal do Estado. O cão Thor, da raça Bulldog Inglês, morreu poucos minutos após ingerir estricnina. Segundo testemunhas, após discutir com o dono do animal o réu foi visto oferecendo um pedaço de carne ao cão, por meio da cerca que divide as propriedades. Cerca de meia hora depois, Thor começou a passar mal e foi levado ao veterinário, mas não resistiu.
Para o Juiz Relator do recurso, “a conduta de abuso mediante o uso do veneno, causando a morte do animal, restou comprovada, razão pela qual deve ser mantida a sentença”. O delito está previsto no art. 32, § 2° da Lei n° 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).
A pena foi fixada em 3 meses e 15 dias de detenção, em regime aberto, e 30 dias-multa no valor de um trigésimo do salário mínimo nacional vigente à época do fato. A pena privativa de liberdade foi substituída pelo pagamento de um salário mínimo ao Consepro de Erval Grande/RS e multa de 30 dias-multa, no mínimo legal.