MMA ATUALIZA INFORMAÇÕES SOBRE O AQÜÍFERO GUARANI

O Ministério do Meio Ambiente vai apresentar em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira (31), informações e mapas atualizados do aqüífero Guarani, até hoje o mais importante reservatório de água doce subterrânea identificada na América do Sul, bem como um dos maiores do mundo. Os novos documentos serão mostrados aos participantes da Abertura da Semana do Meio Ambiente 2007, no município do interior paulista de 560 mil habitantes, abastecido pelas águas do reservatório.
As informações são resultado de um estudo desenvolvido pelo Fundo de Universidades, que integra o Projeto Aqüífero, e contêm os mais recentes dados gerados pelo projeto. As informações incluem avaliação dos recursos hídricos do Sistema Aqüífero Guarani (SAG) no Município da Araguari (MG), o monitoramento hidrogeológico da bacia-piloto do Ribeirão da Onça, o estudo do movimento das águas subterrâneas do sistema, por meio de isótopos, no Paraná, São Paulo e no Uruguai, entre outros estudos.
As informações podem ser baixadas pela internet, no endereço disponibilizado ao final deste texto. No evento também serão apresentados o mapa base do aqüífero, além do material de difusão do Fundo de Cidadania e do Manual de Perfuração de Poços na região da reserva. O Manual deverá ser distribuído nas universidades e instituições que atuam na área de recursos hídricos e também já está disponível na internet.
O aqüífero Guarani possui aproximadamente 35 mil quilômetros cúbicos de água, encontrada em profundidades que vão desde 50 metros até 1.800 metros. Está localizado em parte da região leste e centro-sul do continente, passando pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Sua superfície total é de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, equivalente aos territórios da França, Itália e Espanha somados. Em sua área de abrangência vivem aproximadamente 25 milhões de pessoas. O Brasil possui a maior parte, cerca de 70% do total, estendendo-se por oito estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. (Rafael Imolene/ MMA)

YOKO ONO E SEUS ALGUNS PARAFUSOS A MENOS

A debilóide Yoko Ono, viúva de John Lennon, decidiu protestar contra a caça das raposas no Reino Unido COMENDO UM CACHORRO, da raça corgi. Protestar contra a caça de animais, comendo um outro animal, que não tem nada a ver com isso? Sem comentários... a transcrição da notícia que segue é do Espaço Vital.

Estranha refeição (1) - A viúva de John Lennon, Yoko Ono, e o artista britânico Mark McGowan comeram ontem (29) um cão da raça corgi, a favorita da rainha Elizabeth II, para protestar contra a caça à raposa. McGowan, que já tinha comido um cisne durante uma performance, "jantou" o cão ao lado de Yoko Ono durante um programa de rádio em Londres.
Estranha refeição (2) - "Sei que algumas pessoas acharão isto ofensivo e de mau gosto, mas faço para destacar a incapacidade da Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais de processar o príncipe Philippe, marido da rainha, que com seus amigos disparou contra uma raposa e deixou que ela lutasse por sua vida durante cinco minutos, para matá-la a pauladas em seguida", disse Yoko Onno. Ela está levantando provas e quer acionar o Ministério Público britânico nos casos de crueldade contra os animais.

VAI UMA LICENCINHA AÍ?

Começam a ser liberadas, a toque de caixa, as licenças ambientais para a plantação de florestas de eucaliptos...

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) liberou nesta terça-feira seis licenças para o plantio florestal no Rio Grande do Sul para diferentes empresas. São elas a Votorantim (VCP) em fazendas localizadas em Arroio Grande, Herval, Pedras Altas e Candiota. Para a Aracurz, uma área localizada em Caçapava do Sul e para a Granflor em Pedro Osório.

Até o final desta semana a Fepam pretende conceder licenças para cerca de outras 80 solicitações. As seis áreas liberadas nesta terça-feira totalizam mais de 1,2 mil hectares.

REPENSAR ATITUDES PARA ECONOMIZAR ÁGUA

A água é bem essencial à vida de todos, mas um bem finito. Poderá acabar se não consumirmos de maneira racional. No Brasil, pagamos a conta de água somente pelo serviço de distribuição e tratamento (aqui em POA, para o DMAE). Mas o custo é muito maior, se, por exemplo, você comprar uma garrafa d'água no supermercado. 1,5 litros custa em torno de R$ 1,20. Metade de um litro de gasolina. Comparando assim, veremos que a água é cara, e em países onde não existem tantos recursos hídricos como o nosso, o problema ainda é maior. Portanto, seguem alguns dados e dicas para repensar nossas atitudes e economizar água.

Lavar a louça, durante 15 minutos, com a torneira da pia meio aberta, gasta 243 litros de água. Para gastar apenas 20 litros limpe os restos de alimentos dos pratos e das panelas com um papel e jogue no lixo. Molhe a louça rapidamente, ensaboe e depois enxágüe.
Não jogue o óleo usado em frituras na pia ou no ralo. Um litro de óleo de cozinha que vai parar nos rios contamina cerca de 1 milhão de litros de água, equivalente ao consumo de uma pessoa em 14 anos. Coloque em uma garrafa pet e depois no lixo orgânico.
Uma lavadora de louças, com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres (para seis pessoas), gasta 40 litros.Só a ligue quando estiver cheia e com muitos utensílios. O mesmo vale para a lavadora portátil.
A bacia sanitária com válvula acionada por 6 segundos gasta 10 litros de água. Quando a válvula está com defeito, o gasto pode ser de até 30 litros. O ideal é trocá-la por um sistema com válvula acoplada à bacia sanitária que gasta apenas 6 litros, representando uma economia de 50%. Nunca use o vaso sanitário como lata de lixo.
Feche a torneira ao escovar os dentes. Se uma pessoa demora 5 minutos para escovar os dentes e deixa a torneira aberta, lá se vão 12 litros de água pura, tratada e clorada. É um enorme desperdício.
Não demore para lavar o rosto. Um minuto de torneira meio aberta consome 2,5 litros de água.
Um banho de ducha por 15 minutos, com a torneira meio aberta, faz com que 243 litros de água escorram pelo ralo. Se fechar o registro enquanto se ensaboa, diminuindo o tempo de banho para 5 minutos, o consumo cai para 81 litros.
Um banho de chuveiro elétrico, também de 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 144 litros. Se o registro for fechado e banho reduzido para 5 minutos, o consumo cai para 48 litros.
No verão, regue jardins e plantas pela manhã ou à noite, que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita em dias alternados.
Seu carro não precisa tomar banho toda semana. Lavá-lo uma vez ao mês com balde consome só 10 litros de água. Se for usada uma mangueira meio aberta, o consumo explode para 560 litros. Uma torneira que goteja causa um desperdício de 46 litros por dia. Ou 1.380 litros por mês.
Fique atento a vazamentos. Um furinho de 2 mm no encanamento pode causar um desperdício de até 3.200 litros de água por dia.
Nunca use água da torneira para "varrer" a rua. Utilize vassouras e, se possível, tente usar a água que sai do enxágüe da máquina de lavar.
Outras boas soluções são instalar equipamentos para reúso de água da chuva (como a construção de cisternas) ou da água utilizada nas torneiras de banheiro. Ela não é própria para consumo, mas pode ser usada para lavar o quintal ou regar as plantas.
Se possível, instale torneiras automáticas (reduzem o consumo de água em cerca de 20%) ou eletrônicas (queda de 40% no gasto com água). O investimento se paga com a redução da conta no fim do mês.
Ajude o meio ambiente não poluindo as águas, não jogando lixo em rios ou cursos d'água e denunciando aos órgãos competentes as irregularidades.

Fontes
* SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
* IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor
* Uniagua - Universidade da Água
* Rede das águas
* Water Partners International

2 SEMANAS DE GREVE DO IBAMA

Desde o dia 14, os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão em greve por tempo indeterminado. Eles são contra a edição da medida provisória (MP) que divide o órgão e cria o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que ficará responsável pelas unidades de conservação. Existe um consenso que a separação do Instituto em dois órgãos não trará, em regra, agilização dos licenciamentos, que devem obedecer o procedimento previsto na legislação ambiental. Na verdade, a entidade está sem estrutura para atender toda a demanda, o que gera demora para liberação de licenças ambientais. Problema semelhante ocorre na FEPAM. Uma das alternativas é a municipalização do licenciamento das atividades de impacto local, situação em que o Estado do RS tem mais de 150 municípios habilitados ao licenciamento ambiental deste tipo de empreendimentos, em um universo de pouco mais de 200 municípios em todo o Brasil.


AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PLANO DIRETOR DE POA

Segue abaixo o texto da notícia da ZH de hoje, sobre a audiência pública ocorrida sábado, em que foram debatidas propostas para o Plano Diretor. O grande questionamento diz respeito aos trabalhadores da construção civil, que foram "enviados" e votavam de acordo com a orientação de representantes dos sindicatos, em troca de almoço e lanche. Devemos tomar cuidado, pois a audiência pública faz parte de um processo de participação popular, princípio de direito ambiental e expresso no Estatuto da Cidade (Lei n.º 10.257/2001), e, sendo esta participação realizada de uma forma efetivamente viciada, dará fundamento para a anulação deste procedimento administrativo para a aprovação da lei.

O tumulto marcou a primeira audiência pública para redefinir o Plano Diretor da Capital, realizada sábado, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Surpreendidos com a quantidade de participantes, os organizadores tiveram de retardar em duas horas e cinco minutos o início dos trabalhos. Ao término do dia, foram apreciadas 107 das 457 propostas em discussão. Temas controversos como sacadas e estudo do impacto de vizinhança foram aprovados. A altura dos prédios e as áreas de interesse cultural não chegaram a ser examinadas pelo plenário.
Minutos depois das 9h, horário marcado para o início da audiência, o principal auditório do Salão de Atos estava lotado, mas uma multidão esperava na rua pelo credenciamento. O clima era tenso: quem estava fora temia não participar. A partir da liberação de uma sala anexa ao Salão de Atos, o problema foi parcialmente resolvido, e a sessão começou com os dois auditórios superlotados. Eram 11h05min. Quando os temas passaram a ser discutidos, mais tensão.
Parte dos credenciados, levados em ônibus fretados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil (STICC), votava nos projetos propostos pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon/RS). Além do transporte, o sindicato ofereceu almoço e lanche para que porto-alegrenses de bairros distantes comparecessem.
Entre os que almoçaram no local, estava a doméstica Lisângela Beatriz Silva da Silva, 33 anos. Questionada sobre o que deve ser mudado com a audiência, demonstrou não saber do que se trata o Plano Diretor:
- Tem de melhorar a saúde.
As votações combinadas desagradaram a dezenas de delegados, que deixaram o plenário sob protesto.
- As pessoas trazidas para cá são massa de manobra - criticava o arquiteto Nestor Nadruz, coordenador do Movimento Porto Alegre Vive, um dos que abandonou o plenário.
O secretário-geral do STICC, Walter Souza, explicou a mobilização:
- As pessoas vieram para lutar por empregos. Se a altura dos prédios for reduzida, haverá desemprego.
O diretor-técnico do Sinduscon, considerou a manifestação legítima:
- Tradicionalmente temos aliados em várias frentes. Fizemos discussões, e as entidades se mobilizaram.
A forma como a audiência transcorreu decepcionou o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no Estado, Iran Rosa.
- Não houve discussões. O interesse privado está se apoderando do interesse público - criticou Rosa.
Na avaliação do secretário José Fortunati, porém, o resultado da audiência foi "positivo":
- Não compete à prefeitura analisar o que motivou as pessoas a virem aqui. O que fizemos foi criar as condições para que comparecessem.
No próximo sábado, as outras propostas devem ser discutidas em uma segunda audiência. Só poderão participar do encontro as 1.773 pessoas credenciadas na primeira.

PNC EM IBIRUBÁ






Fotos da palesta sobre Direito Ambiental em Ibirubá, dia 23.05, dentro do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais, do Ministério do Meio Ambiente.

POA E A SEMANA DA MATA ATLÂNTICA

O Ministério do Meio Ambiente escolheu Porto Alegre para realizar a Semana Nacional da Mata Atlântica, de amanhã, 23, a sábado, 26. O evento conta com a parceria do Governo do Estado e da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam). Instituído pelo Decreto Federal de 21 de setembro de 1999, o Dia Nacional da Mata Atlântica é comemorado em 27 de maio.A Semana da Mata Atlântica tem por objetivo divulgar a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, apresentar e divulgar medidas governamentais e não governamentais para a conservação da Mata Atlântica e incentivar a articulação das iniciativas do poder público, ONGs e iniciativa privada. As atividades se desenvolvem no Centro Cultural 25 de Julho (rua Germano Petersen Júnior, 250 – bairro Auxiliadora). A sessão de abertura está programada quarta-feira, 23, às 9h.