Climatologistas do Goddard Institute for Space Studies (GISS) da Nasa descobriram que 2007, junto com 1998, foi o segundo ano mais quente num século na Terra. Pesquisadores do instituto usaram dados de temperaturas das estações de tempo em terra, medições por satélite das temperaturas marinhas desde 1982 e informações enviadas por navios nos últimos anos.O maior aquecimento de 2007 ocorreu no Ártico e latitudes vizinhas. O aquecimento global teve um efeito maior nas regiões polares, e a perda de neve e gelo se transformou num maior volume de água para os oceanos, consumindo assim mais luz solar e gerando calor."Como previmos no ano passado, 2007 foi mais quente que 2006, confirmando a forte tendência de aquecimento dos últimos 30 anos. Atribuímos isso ao efeito estufa e outros gases criados pela ação humana", disse James Hansen, diretor do GISS. "É improvável, porém, que 2008 seja um ano de temperaturas mais altas. Exceto por uma erupção vulcânica, uma temperatura global recorde pode ser esperada para os próximos anos, perto do próximo El Ñino", completa.Os oito anos com temperaturas mais quentes que o GISS registrou foram após 1998, o ano mais quente do século. Apesar de ter sido encontrado um erro nas medições do GISS no começo de 2007, a falha não afetou os resultados da pesquisa do instituto para o ano. (com informações Estadão Online/Ambiente Brasil)
MENOS BIFES NA MESA
A estatística é assustadora: um em cada três bifes consumidos no país veio da região Norte. Para os carnívoros natos é dificil aceitar. Mas, pesquisadores afirmam que o preço cobrado pelo aumento do consumo nacional de carne tem sido a derrubada da Amazônia. Para constatar essa realidade basta dar uma volta pelas grandes rodovias que cortam a floresta, onde no lugar das árvores restou um horizonte infinito de pastos. A assunto foi discutida no ano passado pela revista Época, e voltou a ser foco de debates nessa semana. O relatório "O Reino do Gado" produzido pela ong Amigos da Terra, já causou polêmica em todo o mundo. A questão principal são os empréstimos de bancos nacionais que estariam "patrocinando" o aumento descontrolado do gado, e conseqüentemente mais desmatamento. A falta de critérios para recuperação dos 70 milhões de pastos abandonados também é outro ponto levantado pela ong. (com informações Pense Verde)
GARRAFAS PET VIRAM CARTÃO
Uma excelente iniciativa do Banco do Brasil, que acaba de contratar uma empresa que vai substituir todos os cartões eletrônicos dos correntistas por versões feitas com plástico PET reciclado. O material de garrafas de refrigerante será processado e transformado nos cartões comuns, com os mesmos poderes financeiros que os atuais. Hoje, o PET das velhas garrafas já é reaproveitado em vestuário esportivo, carpetes e fibras de vassoura. Mas a nova vida do PET nos cartões eletrônicos abre o maior campo para reutilizar o material. Deve estimular a coleta seletiva das garrafas descartadas. E evitar que o PET vá para os lixões e córregos.Depois do anúncio do Banco do Brasil, fontes de um dos maiores bancos privados do país afirmaram que a instituição também vai anunciar ainda esta semana a adoção dos cartões de PET. (com informações Pense Verde)
INSCRIÇÕES PARA PROJETOS DE PRESERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA
Continuam abertas as inscrições para a chamada de projetos em rede - que gerem conhecimento e negociação de políticas públicas - sobre o uso sustentável, a preservação e a conservação da Mata Atlântica. A seleção foi lançada em outubro do ano passado pelo Programa de Projetos Demonstrativos (PDA) do Ministério do Meio Ambiente. O apoio financeiro - que disponibilizará R$ 2,32 milhões, doados pelo banco alemão KfW - contempla projetos pequenos (que poderão receber até R$ 70 mil) ou grandes (até R$ 350 mil). "Vamos iniciar a análise dos projetos já apresentados - mas, na medida em que forem se esgotando os recursos, suspenderemos a seleção", afirma Zaré Brum, da secretaria técnica do PDA. A chamada está disponível no site do ministério, na página do programa (www.mma.gov.br/pda).Podem solicitar recursos do PDA Mata Atlântica as ONGs com atuação na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, em parceria com instituições públicas. A rede deve ser integrada por projetos PDA apoiados em cada região. As propostas devem contemplar a sistematização, o monitoramento, a consolidação e a difusão das informações e dos conhecimentos produzidos - pelos integrantes das redes - dentro das linhas temáticas estratégicas do PDA: agroecologia, comercialização, beneficiamento, serviços ambientais, gestão participativa de unidades de conservação e ecoturismo ou turismo rural. A partir desses conhecimentos, as redes devem propor políticas públicas - como, por exemplo, mecanismos de mercado que viabilizem a inserção de núcleos produtivos inovadores e ambientalmente sustentáveis.O objetivo da iniciativa é contribuir para a elaboração de instrumentos e metodologias que fortaleçam as relações entre o Estado e a sociedade na construção e aperfeiçoamento de políticas socioambientais. Esta é a primeira chamada de rede para a Mata Atlântica, mas o PDA já investiu R$ 1.358.669,00 no apoio a cinco projetos semelhantes na Amazônia. (com informações MMA)
CONVÊNIOS PARA A GESTÃO DO LIXO URBANO
O Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente Urbano, assinou convênio com a prefeitura de Bagé, no Rio Grande do Sul, para ampliar o aterro sanitário do município e viabilizar a criação do primeiro consórcio intermunicipal para gestão de resíduos sólidos no Estado. Serão investidos quase R$ 2,1 milhões na ampliação das células do aterro e na aquisição de equipamentos de coleta e operação. O aterro sanitário de Bagé foi construído em 2001 com recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente e já está com sua capacidade quase esgotada. Os novos investimentos _ R$ 1.573.972,00 de recursos orçamentários do MMA e R$ 524.657,00 da Prefeitura _ permitirão não apenas restituir a capacidade de atendimento do município mas também receber resíduos sólidos das cidades vizinhas. Sem dispor de estruturas apropriadas, alguns municípios da região de Bagé, no sul do estado, são obrigados a transportar o lixo em caminhões por distancias superiores a 300 quilômetros, até aterros sanitários de Porto Alegre. A criação do consórcio intermunicipal está em fase de formatação e foi pré-requisito da Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente Urbano para a assinatura do convênio. A SRHU priorizou, ano passado, ações visando instrumentalizar os estados e municípios para a gestão do lixo urbano e prepará-los para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está em fase final de tramitação no Congresso e pode ser sancionada ainda no primeiro semestre deste ano. Além da Prefeitura de Bagé foram assinados convênios, com este fim, com os estados do Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão. (com informações MMA).
N.A. Existem diversos programas do governo federal, para ações ambientais das prefeituras, que muitas vezes não são realizadas pela inércia do poder público municipal. A falta de planejamento e de estrutura prejudica a captação de recursos para o meio ambiente, saneamento, saúde...
RETORNANDO
O joelho ainda impede movimentações maiores, as muletas ainda são um acessório necessário, mas as férias e as licenças acabaram e estamos de volta, como já podem ver nos posts abaixo. Que em 2008 as atividades em defesa do meio ambiente estejam na consciência de todos.
NOVO TEXTO DO DECRETO
Foi publicado novo decreto alterando o n.º 3.179/99, que é o DECRETO Nº 6.321, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2007. Esse decreto dispõe sobre ações relativas à prevenção, monitoramento e controle dedesmatamento no Bioma Amazônia, bem como altera e acresce dispositivosao Decreto nº 3.179, de 21 de setembro de 1999, que dispõe sobre aespecificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivasao meio ambiente, e dá outras providências. Vale dar uma conferida no site http://www.presidencia.gov.br/legislacao/
LIXEIRAS DISTRIBUÍDAS EM CAPÃO DA CANOA
De acordo com o site da FEPAM, 500 lixeiras (tonéis) serão distribuídos para os veranistas depositarem seus resíduos na praia - ou seja, quase metade de janeiro e ainda não estão em uso. Falei com alguns comerciantes da praia que, por sua própria conta, tiveram de disponibilizar tais tonéis. Comerciantes esses que tiveram sua atuação reduzida em razão da ação da FEPAM e do Ministério Público da União, com seus quiosques praticamente limitados a um balcão. Porém, atividades mais chamativas tem seus espaços cada vez maiores nas praias. Ao meu ver a culpa é de todos. Dos comerciantes que não se organizam, do Poder Público local que não dá o suporte, dos órgãos fiscalizadores que foram extremamente rigorosos com os pequenos, mas com os demais têm atuação mais branda. Bom tema para debate.
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