AUDIÊNCIAS PÚBLICAS SOBRE O PORTO DE RIO GRANDE

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promove neste mês duas audiências públicas para a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Rio Grande. A primeira ocorrerá no dia 21, às 18h, no Teatro Municipal, em Rio Grande. Já a segunda ocorrerá em São José do Norte, no dia 22, também às 18h, no auditório do Círculo Operário. A realização das audiências é um dos procedimentos que fazem parte do licenciamento prévio do empreendimento e só foram marcadas depois do Ibama ter recebido o EIA/RIMA da obra, entregue pela Secretaria Especial de Portos (SEP).

ACREDITE...SE QUISER!

A partir desta quinta-feira deve ser intensificada a fiscalização na Reserva Ecológica do Taim. A decisão foi motivada após o incêndio que atingiu a região, destruindo cerca de cinco mil hectares.
Pergunta-se:
a) aumentará a fiscalização de verdade?
b) é somente jogo de cena?
c) não deveria ser aumentada antes do incêndio?
d) nenhuma das alternativas anteriores...

CHEIRO DE RALO

Reportagem da Revista Superinteressante - as revistas semanais e mensais sempre tem alguma reportagem sobre o ambiente - uma questão de consciência e porque vende bem ? - revela os problemas causados pelo descarte de materiais nos ralos das pias. As pessosas jogam de tudo nas pias: cotonetes, fio-dental, comida, poeira... acabam poluindo e entupindo as tubulações. Sem contar que nos locais onde não há tratamento de esgoto os dejetos acabam sendo lançados nos rios, córregos e no mar. Trazemos algumas dicas pulbicadas pela revista:
NO BANHEIRO: Aquele fio dental que displicentemente você deixa cair no ralo da pia vem se tornando um grave transtorno para os esgotos de todo o mundo. Eles acabam ficando presos na rede de tubulações, onde, acumulados, formam uma teia que prende outros tipos de lixo. Resultado: entupimentos e transbordamentos na rua e dentro das casas, além de mais dificuldade para o tratamento dos resíduos. Outros produtos também costumam ser lançados no ralo ou no vaso sanitário. Entre eles estão fraldas descartáveis, absorventes, pontas de cigarro, cotonetes e preservativos. E, por favor, retire os fios de cabelo dos ralos do chuveiro e da pia. Eles também são um verdadeiro enrosco.
NA COZINHA: De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), 1 litro de óleo é responsável pela poluição de 1 milhão de litros de água.
A companhia estima que uma família gera 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. Os sistemas de tratamento de esgotos não são projetados para cuidar do óleo, e sim da sujeira que deveria estar no esgoto. O óleo volta aos rios, por ser mais leve, fica na superfície, impedindo a oxigenação das águas e causando a morte de microorganismos e peixes. O que fazer então com o óleo? Reserve o óleo em garrafas pet e, quando tiver acumulado alguns litros, entregue-o a centros de coleta, que depois o usarão para fazer sabão. Consulte a prefeitura ou a empresa de sanemento básico da sua cidade para saber se esse serviço está disponível.
NA ÁREA DE SERVIÇO: Pequenas peças de roupa, como meias ou lenços, acabam indo pelo ralo abaixo. Nesse caso, a solução é simples: colocar uma grade de proteção no ralo. Outro problema comum na área de serviço é o descarte de produtos tóxicos no tanque. O mais comum é a água sanitária, que deve ser usada sem abusos, pois tem grande potencial de poluir o ambiente.
Pode ser substituída na limpeza da casa por misturas com bicarbonato de sódio, vinagre e suco de limão. Produtos de limpeza devem ser utilizados de acordo com a indicação do fabricante, com o consumo de todo o conteúdo das embalagens, sem despejá-los diretamente na pia. O uso de venenos e inseticidas deve ser evitado.
NO QUINTAL: aqui, uma complicação freqüente para os esgotos é a própria água da chuva. Algumas pessoas conectam a descarga das calhas à rede de esgotos, que, ao contrário da rede de águas pluviais, não está preparada para receber o excesso de água. O resultado é o transbordamento dos esgotos nas ruas e até mesmo o refluxo pelos ralos. A sujeira varrida de toda a casa deve ser recolhida com uma pá e jogada no lixo. Não jogue a poeira no ralo, pois aí ela tende a se acumular na parte de baixo dos encanamentos, vindo a provocar entupimentos. Também deve-se evitar que folhas e galhos caiam nos ralos.

ESTUDO INDICA A MORTE DA AMAZÔNIA

A floresta amazônica poderia "morrer" em 50 anos por causa de mudanças climáticas provocadas pelo homem, sugere um estudo internacional publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo a pesquisa, muitos dos sistemas climáticos do mundo poderão passar por uma série de mudanças repentinas neste século, por causa de ações provocadas pela atividade humana. Os pesquisadores argumentam que a sociedade não se deve deixar enganar por uma falsa sensação de segurança dada pela idéia de que as mudanças climáticas serão um processo lento e gradual. Segundo os cientistas, alterações mínimas de temperatura já seriam suficientes para levar a mudanças dramáticas e até causar o colapso repentino de um sistema ecológico. O estudo diz que os sistemas mais ameaçados seriam a camada de gelo do Mar Ártico e da Groelândia, em um ranking preparado pelos cientistas, que inclui os nove sistemas mais ameaçados pelo aquecimento global. A floresta amazônica ocupa a oitava e penúltima colocação no ranking. Conforme o estudo, boa parte da chuva que cai sobre a bacia amazônica é reciclada e, portanto, simulações de desmatamento na região sugerem uma diminuição de 20% a 30% das chuvas, o aumento da estação seca e também o aumento das temperaturas durante o verão. Combinados, esses elementos tornariam mais difícil o restabelecimento da floresta. A morte gradual das árvores da floresta amazônica já foi prevista caso as temperaturas subam entre 3ºC e 4ºC, por conta das secas que este aumento causaria. A freqüência de queimadas e a fragmentação da floresta, causadas por atividade humana, também poderiam contribuir para este desequilíbrio. Segundo o estudo, só as mudanças na exploração da terra já poderiam, potencialmente, levar a floresta amazônica a um ponto crítico. (com informações G1)

INCÊNDIO NO TAIM - FINAL

O incêndio que desde segunda-feira consumia parte da Estação Ecológica do Taim, no sul do Estado, foi totalmente controlado na manhã de sábado. Auxiliados pela chuva que caiu sobre o Estado, os combatentes, reforçados desde quinta-feira por aviões da Força Aérea Brasileira conseguiram apagar as chamas, que consumiram quase 5.000 hecatares da Reserva. Mostrou a falta de equipamentos dos órgãos públicos para lidar com essa situação, além da falta de cuidado das pessoas, que iniciaram o fogo de forma acidental, já que a causa do incêndio parece ter sido humana. Vamos aguardar mais dados sobre esse desastre ambiental.

POLÊMICA NA AUSTRÁLIA

Uma decisão das autoridades da Austrália vem causando polêmica entre os defensores da causa animal: a autorização para a eliminação a tiros de dez mil cavalos selvagens no estado de Queensland. O argumento é o de que os eqüinos estão destruindo com animais nativos mais frágeis, representando um risco à fauna da região. Ao todo, existem cerca de 300 mil cavalos selvagens. Para conte-los, os planos incluem o abate a tiros a partir de helicópteros. Contrárias à decisão, as entidades de proteção aos animais protestam. (com informações Bicharada)

OFICINAS MECÂNICAS EM PROL DO MEIO AMBIENTE

Tão importante quanto deixar o carro em dia para com o meio ambiente, de forma que ele não promova impactos relevantes (emissão de co2, poluição sonora), é fazê-lo em uma oficina que se preocupa em usar técnicas adequadas para eliminar ou minimizar seu impacto ambiental. Alguns cuidados:

DESCARTE ADEQUADO: Como nada é mais corriqueiro em uma oficina que a substituição de peças, é fundamental que seja feita a separação dos materiais descartados. Além de identificar o que é metal, borracha e plástico, é preciso estar atento a resíduos tóxicos nas peças ou recipientes. Os frascos de óleo, por exemplo, devem ser esvaziados antes de ir para o lixo. Em algumas situações, a oficina pode evitar o descarte desnecessário de peças. É o caso, por exemplo, da reparação de pára-brisas, técnica que recupera pequenas avarias no vidro e evita a substituição da peça.

MATERIAL TÓXICO: Um dos grandes problemas a serem resolvidos pelas oficinas é o que fazer com seus resíduos tóxicos. Restos de óleo, combustível, solventes e outros fluidos não devem ser jogados no esgoto, sob risco de contaminarem rios e outros cursos d'água. Alguns resíduos, como o thinner sujo e o líquido de arrefecimento retirado do radiador, podem ser reciclados pela própria oficina, com técnicas relativamente simples. O que não pode ser reciclado deve ser entregue a um serviço especializado de coleta.

FUNILARIA E PINTURA: As oficinas de funilaria e pintura também podem aprimorar suas técnicas para obter um trabalho de maior qualidade e de menor impacto ambiental. É recomendável, por exemplo, que a oficina adote o processo de lixamento a seco, que além de oferecer resultados melhores não contamina o ambiente de trabalho, como no lixamento a água. A oficina deve ter também uma cabine de pintura, envolta com filtro que impede que a poeira e a tinta sejam dispersos no meio ambiente. O uso de pistolas de pintura do tipo HVLP (de alto volume e baixa pressão), que concentram a aplicação da tinta somente nos pontos desejados, também evita que os resíduos químicos sejam dispersos no ar. (com informações Planeta Sustentável)

INCÊNDIO NO TAIM - III

O incêndio na Estação Ecológica do Taim deve ser controlado ainda nesta quinta-feira. Os ventos que ajudavam a alastrar o fogo acalmaram, facilitando os trabalhos de combate aéreo e terrestre. A estimativa é de que 90% do incêndio já foi controlado. Cerca de 80 homens trabalham no Taim com o auxílio de dois aviões Hércules e de dois helicópteros que despejam água nos focos de incêndio. (com informações Rádio Gaúcha)