MOSTRA "CULTURA FLORESTAL"
PREFEITURA DE SP RECEBE R$ 34,5 MILHÕES POR CRÉDITOS DE CARBONO
No primeiro leilão de créditos de carbono realizado por instância de governo no país, segundo a prefeitura, “o valor arrecadado será integralmente aplicado na melhoria sócio-ambiental na região de Perus e Pirituba, na zona Norte”, vizinha do aterro.
Os créditos leiloados correspondem, ainda de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, ao equivalente de dióxido de carbono (CO2) que a usina elétrica deixou jogar na atmosfera de dezembro de 2003, quando começou a operar, a dezembro de 2006. Essas 808.405 toneladas correspondem a 50% do total, foram medidas pela Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima, órgão do governo credenciado pela Organização das Nações Unidas para validar projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) previstos no Protocolo de Quioto. As demais 808.405 toneladas, pertencentes à empresa operadora da usina, a Biogás, haviam sido vendidas a um banco alemão.
A prefeitura informa que já totaliza 300 toneladas em créditos, acumuladas no primeiro semestre, para venda futura. Na segunda-feira (24), o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) solicitou informações e providências à Comissão Interministerial sobre o projeto. Para o MPF-SP, a prefeitura precisa informar de que forma a população a ser beneficiada participará das decisões que deliberarão o uso dos recursos obtidos. Também foram pedidas informações sobre a possibilidade de o aterro ser reformado para receber mais lixo e, com isso, haver mudança nos valores previstos. O MPF-SP solicitou informações num prazo de 15 dias.
CÓDIGO DE MEIO AMBIENTE DE POA
76% DOS BRASILEIROS QUEREM AÇÕES CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL
Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC revelou que 76% dos brasileiros acham que é necessário adotar medidas urgentes para combater o aquecimento global. Ainda segundo o estudo, 63% dos brasileiros entrevistados disseram ser a favor de limitar as emissões nos países em desenvolvimento. A pesquisa, realizada pela empresa Globescan, entrevistou mais de 22 mil pessoas em 21 países. A enquete também concluiu que oito em cada dez pessoas ao redor do mundo acreditam que a atividade humana está provocando mudanças climáticas. Entre os entrevistados, 79% concordaram que "a atividade humana, incluindo indústrias e transportes, é uma causa significativa das mudanças climáticas".
Acordo global - Nove em cada dez participantes disseram que é necessário agir, e dois terços foram além, afirmando que "é necessário tomar medidas importantes e começar logo". Segundo a pesquisa, 73% das pessoas manifestaram apoio a um acordo global em que cada país limite suas emissões de gases que causam o efeito estufa e que incluiria os países em desenvolvimento. Em troca, os países em desenvolvimento receberiam apoio financeiro e tecnológico das nações ricas. Somente em três dos países pesquisados (Egito, Nigéria e Itália) a maioria dos entrevistados disse que as nações em desenvolvimento não deveriam limitar suas emissões. (com informações ESTADAO.COM)
BALANÇO DO DIA MUNDIAL SEM CARRO - SP
O Nossa São Paulo: Outra Cidade, com o apoio de autoridades, ainda discutiu sobre a qualidade dos combustíveis, defendendo a diminuição do enxofre no diesel. Também levou adiante sua proposta de criar o selo Trânsito Seguro, que incentiva o motofrete responsável. E isto foi só o começo. Seu objetivo é conscientizar a população e o poder público da urgência de mudanças estruturais na cidade - que incluem todos os temas relacionados à mobilidade urbana - para que se conquiste qualidade de vida. Mas claro que, sem o engajamento de todos e a disposição para mudar hábitos é imprescindível para que isso ocorra. O Dia Mundial sem Carro foi lançado na França, em 1997, e ganhou adeptos na Europa rapidamente. Aqui no Brasil, registrou manifestações isoladas a partir de 2005, mas só este ano sua divulgação e a adesão foram mais expressivas.
LULA DISCURSA NA ONU SOBRE AMBIENTE
Como em quase todos os discursos para platéias internacionais, feitos depois da conferência do Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), em fevereiro, em Paris, Lula também vai dizer que os biocombustíveis são peça importante na questão ambiental e na economia de países africanos e da América Central. O IPCC estimou que a Terra vai experimentar neste século aquecimento de 1,8 a 4°C, gerando fenômenos que afetarão a produção agrícola e o clima em geral. O presidente dirá que os biocombustíveis ajudam a reduzir os efeitos danosos à camada de ozônio, além de representar uma alternativa de desenvolvimento econômico para os países mais pobres, que não têm petróleo. Vai apresentar dados que considera positivos em relação aos esforços do Brasil para a preservação das florestas brasileiras, como a redução do desmatamento. E vai cobrar dos países mais ricos, principais responsáveis pelo aquecimento do planeta, investimentos maiores para ajudar a preservar o ambiente. Para o presidente, todos os países têm responsabilidade em relação aos problemas ambientais, mas ela não é igual para todos. Lula considera que a maior parcela cabe às nações mais ricas, que foram as maiores poluidoras. Indiretamente, ele dirá que não aceita reduzir as metas fixadas no Protocolo de Kyoto.
ÓLEO COM SOJA TRANSGÊNICA DEVE TER AVISO NO RÓTULO
TRANSTORNOS COM AS CHUVAS
Pelo menos seis municípios haviam decretado situação de emergência ou notificado a Defesa Civil devido à fúria dos temporais até o começo da noite de ontem: Cruz Alta, Panambi, Erval Grande, Aratiba, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul. Nesses locais, os principais estragos foram causados pelo vento ou pela queda de granizo. Conforme o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), estima-se que a ventania tenha alcançado mais de 100 km/h no Estado. De acordo com a Defesa Civil, 15 famílias de Lajeado e 13 de Estrela ficaram desabrigadas e tiveram de ser encaminhadas para locais improvisados, e centenas de pessoas tiveram de recorrer a casas de amigos ou parentes em outros municípios. Em Caxias do Sul, uma casa onde moravam três homens desabou sobre outras duas e colocou em risco uma terceira residência no bairro De Zorzi. Ninguém ficou ferido. A chuva constante fez com que a quantidade de precipitação registrada entre sábado e domingo se aproximasse ou até superasse a média prevista para todo o mês de setembro em áreas como as Missões.
Em Porto Alegre, algumas regiões acabaram submersas. O ponto mais afetado foi a Vila Nova Gleba, na zona Norte, onde o Arroio Feijó transbordou. Na Capital, a chuvarada também provocou quedas de árvores, muros e barreiras. A Avenida Protásio Alves cedeu e formou um buraco no meio da pista nas proximidades do número 8.151. A Trensurb interrompeu a linha entre as estações Farrapos e São Pedro. (com informações ZH)
