A EXPLORAÇÃO DO ÁRTICO


A vastidão gelada acima do Círculo Polar Ártico há séculos fascina os exploradores com promessas de riquezas e glória. Devido ao clima inóspito, porém, a região permanece entre as derradeiras áreas intocadas da Terra. Mas isso está mudando rapidamente. O aquecimento global - e o conseqüente recuo das geleiras - desencadeou uma nova era de exploração no Ártico. Fotos de satélites divulgadas neste mês mostram que a camada de gelo flutuante no Oceano Ártico se retraiu 25% em relação à área mínima anterior, em 2005. Os sinais de atividade humana estão por toda parte. Em agosto, a Noruega inaugurou um campo de extração e processamento de gás natural e petróleo no Mar de Barents, a primeira instalação industrial desse tipo no Ártico fora do Alasca. A retração da camada gelada também permitiu, pela primeira vez, a navegação sem a ajuda de barcos quebra-gelos pela chamada Passagem Noroeste, entre a Europa e a Ásia, cruzando a calota polar.

Um estudo estima que a região pode conter 25% de todas as reservas de petróleo ainda desconhecidas. Com o preço do gás e do petróleo nas alturas, começou a valer a pena enfrentar as dificuldades da prospecção sob frio intenso. Naturalmente, a disputa política pelo controle do extremo norte tornou-se acirrada. No início de agosto, um submarino plantou uma bandeira russa feita de titânio diretamente sob o Pólo Norte, numa declaração simbólica de soberania. Nesta foto, vê-se Sermeq Kujalleq, o glaciar que mais perde massa no planeta. Só nos últimos seis anos, esse imenso rio de gelo da Groenlândia sofreu uma retração de 15 quilômetros. Boa notícia para os negócios, as mudanças são devastadoras para a fauna. De acordo com um estudo, com a redução de seu habitat, em 2050 a população de ursos-polares estará reduzida a um terço da atual. (com informações VEJA)

MOSTRA "CULTURA FLORESTAL"

Amanhã (28) é o último dia para visitar a mostra "Cultura Florestal – Um Conceito para a Sustentabilidade", no Mezanino do Palácio da Justiça, das 11h às 19h, com entrada franca, promovido pelo Programa de Educação e Proteção Ambiental e Responsabilidade Social – ECOJUS. Haverá distribuição de 220 mudas de árvores nativas, exposição de imagens, poesias, vídeos e artesanato confeccionado a partir de materiais descartados.

PREFEITURA DE SP RECEBE R$ 34,5 MILHÕES POR CRÉDITOS DE CARBONO

A prefeitura de São Paulo obteve R$ 34,5 milhões por 808.450 créditos de carbono de sua parte na usina que produz eletricidade a partir da queima de gases produzido no Aterro Sanitário Bandeirantes. Os créditos foram adquiridos hoje (26) em leilão realizado na Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F), pelo banco holandês Fortis Bank NV/AS. Estavam habilitadas para o leilão 14 empresas e a vencedora pagou um ágio de 27,5% para desembolsar 16,20 euros por tonelada de carbono equivalente. O preço mínimo, fixado pela prefeitura, era de 12,70 euros.
No primeiro leilão de créditos de carbono realizado por instância de governo no país, segundo a prefeitura, “o valor arrecadado será integralmente aplicado na melhoria sócio-ambiental na região de Perus e Pirituba, na zona Norte”, vizinha do aterro.

Os créditos leiloados correspondem, ainda de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, ao equivalente de dióxido de carbono (CO2) que a usina elétrica deixou jogar na atmosfera de dezembro de 2003, quando começou a operar, a dezembro de 2006. Essas 808.405 toneladas correspondem a 50% do total, foram medidas pela Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima, órgão do governo credenciado pela Organização das Nações Unidas para validar projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) previstos no Protocolo de Quioto. As demais 808.405 toneladas, pertencentes à empresa operadora da usina, a Biogás, haviam sido vendidas a um banco alemão.

A prefeitura informa que já totaliza 300 toneladas em créditos, acumuladas no primeiro semestre, para venda futura. Na segunda-feira (24), o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) solicitou informações e providências à Comissão Interministerial sobre o projeto. Para o MPF-SP, a prefeitura precisa informar de que forma a população a ser beneficiada participará das decisões que deliberarão o uso dos recursos obtidos. Também foram pedidas informações sobre a possibilidade de o aterro ser reformado para receber mais lixo e, com isso, haver mudança nos valores previstos. O MPF-SP solicitou informações num prazo de 15 dias.

CÓDIGO DE MEIO AMBIENTE DE POA


Seguem os debates sobre o Código Municipal de Meio Ambiente, aqui em Porto Alegre. Os debates estão acontecendo na Câmara de Vereadores, às 18 horas. O tema do dia de hoje é "Paisagem Urbana, Rural e Natural".

76% DOS BRASILEIROS QUEREM AÇÕES CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL

Essa notícia saiu no Estadão...claro que o governo deve tomar a dianteira para realização de atividades em defesa da qualidade de vida e preservação do meio ambiente. Mas não podemos só esperar do governo, temos que fazer a nossa parte. Ficar sentado esperando não vai ajudar em nada...

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC revelou que 76% dos brasileiros acham que é necessário adotar medidas urgentes para combater o aquecimento global. Ainda segundo o estudo, 63% dos brasileiros entrevistados disseram ser a favor de limitar as emissões nos países em desenvolvimento. A pesquisa, realizada pela empresa Globescan, entrevistou mais de 22 mil pessoas em 21 países. A enquete também concluiu que oito em cada dez pessoas ao redor do mundo acreditam que a atividade humana está provocando mudanças climáticas. Entre os entrevistados, 79% concordaram que "a atividade humana, incluindo indústrias e transportes, é uma causa significativa das mudanças climáticas".

Acordo global - Nove em cada dez participantes disseram que é necessário agir, e dois terços foram além, afirmando que "é necessário tomar medidas importantes e começar logo". Segundo a pesquisa, 73% das pessoas manifestaram apoio a um acordo global em que cada país limite suas emissões de gases que causam o efeito estufa e que incluiria os países em desenvolvimento. Em troca, os países em desenvolvimento receberiam apoio financeiro e tecnológico das nações ricas. Somente em três dos países pesquisados (Egito, Nigéria e Itália) a maioria dos entrevistados disse que as nações em desenvolvimento não deveriam limitar suas emissões. (com informações ESTADAO.COM)

BALANÇO DO DIA MUNDIAL SEM CARRO - SP

Hoje, alguns jornais e sites dizem que a iniciativa, em São Paulo, foi um fracasso, embora os números oficiais só serão divulgados daqui uns dias. Mas, por que fracassou? Por que boa parte da população não participou? Por que não deixou seus carros na garagem? Por que as bicicletas não dominaram a paisagem? Por que ninguém deixou de comprar mais um carro novo nesse dia? Ou por que o trânsito - em algumas cidades - foi insuportável? (em São Paulo, os passeios ciclísticos interditaram algumas ruas e o paulistano insistiu em usar o carro... deu nisso!) Nada disso é importante. O que vale é a mobilização que essa iniciativa provocou. Antes mesmo de "o dia" chegar, o movimento Nossa São Paulo - lançado em maio deste ano pelo empresário Oded Grajew -, além de "contaminar" outras cidades brasileiras com a idéia de deixar o carro em casa nesse dia, já tinha realizado algumas ações bastante significativas. Discutiu sobre saúde, revelando dados alarmantes como o fato de que, todos nós, perdemos um ano e meio de nossas vidas por causa da poluição. Também falou da ocupação média dos carros, em São Paulo, é de 1,2 pessoa e que, a cada dia, 500 novos automóveis entram em circulação. Também contou que, em 2006, cerca de 1.487 pessoas morreram em acidentes no trânsito; por dia, são, pelo menos, 3 pessoas.

O Nossa São Paulo: Outra Cidade, com o apoio de autoridades, ainda discutiu sobre a qualidade dos combustíveis, defendendo a diminuição do enxofre no diesel. Também levou adiante sua proposta de criar o selo Trânsito Seguro, que incentiva o motofrete responsável. E isto foi só o começo. Seu objetivo é conscientizar a população e o poder público da urgência de mudanças estruturais na cidade - que incluem todos os temas relacionados à mobilidade urbana - para que se conquiste qualidade de vida. Mas claro que, sem o engajamento de todos e a disposição para mudar hábitos é imprescindível para que isso ocorra. O Dia Mundial sem Carro foi lançado na França, em 1997, e ganhou adeptos na Europa rapidamente. Aqui no Brasil, registrou manifestações isoladas a partir de 2005, mas só este ano sua divulgação e a adesão foram mais expressivas.

Agora, mesmo que os brasileiros ainda não tenham compreendido a importância de participar de iniciativas como a do Dia Mundial sem Carro - e que boa parte considere, esta, uma conversa de ecochatos - a provocação está feita. E, como dizia um dos cartazes criados pela agência Lew Lara para essa campanha: "Tudo começa com o primeiro passo. Principalmente o segundo passo". Vamos dá-lo, logo? (com informações PLANETA SUSTENTÁVEL)

LULA DISCURSA NA ONU SOBRE AMBIENTE

O plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) vai ouvir às 10h de hoje (horário de Brasília), na abertura da 62ª Assembléia-Geral, um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltado principalmente para a questão ambiental. Lula usará dois terços de seu discurso para tratar de assuntos relativos ao ambiente e aos problemas climáticos. E fará advertências e alertas contra os perigos que cercam o planeta. Lula pedirá uma ação global contra a pobreza e dirá que o modelo de desenvolvimento precisa mudar para evitar uma catástrofe ambiental sem precedentes. Tratará, ainda, da cooperação com o Haiti, encerrando o pronunciamento com a menção ao painel Guerra e Paz, que está completando 50 anos e é uma criação do artista plástico brasileiro Cândido Portinari (1903-1962). O painel está exposto no edifício-sede da ONU.

Como em quase todos os discursos para platéias internacionais, feitos depois da conferência do Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), em fevereiro, em Paris, Lula também vai dizer que os biocombustíveis são peça importante na questão ambiental e na economia de países africanos e da América Central. O IPCC estimou que a Terra vai experimentar neste século aquecimento de 1,8 a 4°C, gerando fenômenos que afetarão a produção agrícola e o clima em geral. O presidente dirá que os biocombustíveis ajudam a reduzir os efeitos danosos à camada de ozônio, além de representar uma alternativa de desenvolvimento econômico para os países mais pobres, que não têm petróleo. Vai apresentar dados que considera positivos em relação aos esforços do Brasil para a preservação das florestas brasileiras, como a redução do desmatamento. E vai cobrar dos países mais ricos, principais responsáveis pelo aquecimento do planeta, investimentos maiores para ajudar a preservar o ambiente. Para o presidente, todos os países têm responsabilidade em relação aos problemas ambientais, mas ela não é igual para todos. Lula considera que a maior parcela cabe às nações mais ricas, que foram as maiores poluidoras. Indiretamente, ele dirá que não aceita reduzir as metas fixadas no Protocolo de Kyoto.

Esperamos que o governo brasileiro passe do discurso para a prática na defesa e preservação do meio ambiente, pois falar da boca pra fora é fácil, precisamos tomar a frente e ser a nação exemplo na questão ambiental. Tá caindo de maduro...

ÓLEO COM SOJA TRANSGÊNICA DEVE TER AVISO NO RÓTULO

As duas maiores fabricantes de óleo de soja do Brasil, Bunge Alimentos e Cargill Agrícola, devem informar no rótulo da embalagem que o óleo é fabricado a partir de grão geneticamente modificado. A decisão é da 3ª Vara Cível de São Paulo, que acolheu a Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público. Cabe recurso. As empresas foram citadas e terão 30 dias para adaptarem o produto. As marcas Soya (Bunge) e Liza (Cargill), comercializadas em São Paulo, devem assim ter na embalagem um triângulo amarelo com um T no meio. O alerta avisa que o produto foi feito a partir de soja transgência. "É inegável que o consumidor tem direito à correta informação acerca dos produtos colocados no mercado, mormente no que tange às suas composições (art. 6º, III e 31, CDC)", afirmou o juiz. Segundo o juiz, a decisão está embasada na lei dos trangênicos. "Sob esta vertente, no que tange aos produtos geneticamente modificados, a Lei 11.105/05 determina em seu art. 40 que os alimentos e ingredientes destinados ao consumo humano que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados deverão conter informação neste sentido em seus rótulos", afirma. Processo n.º *583.00.2007.218243* (com informações Consultor Jurídico e Grupo de Direito Ambiental PUC/RS)