BANCOS SERÃO MULTADOS SE CONCEDEREM CRÉDITOS SEM REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL

O secretário-adjunto de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda disse na segunda-feira (3) que os bancos que não cumprirem as novas regras que vinculam a liberação de crédito à regularização ambiental poderão ser multados. A partir de junho, os bancos terão que checar uma série de documentos que comprovam que o produtor rural atua dentro das normas ambientais antes de liberar o empréstimo. A norma foi aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional na semana passada. Bittencourt ressaltou que não caberá ao banco o papel de fiscalizar as propriedades. A nova regra valerá para mais de 500 municípios no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, e a medida deve atingir financiamentos que somam R$ 2,6 bilhões por ano.As regras são diferentes de acordo com o tamanho da propriedade. Para produtores muito pequenos (com renda familiar de até R$ 4 mil por anual), não será exigido nenhum tipo de documento. Para os pequenos produtores (até 300 hectares) será exigida uma declaração expedida por ele mesmo de que não há nenhum embargo ambiental. O produtor poderá ser punido caso dê informações erradas.Para pequenos e médios produtores, o banco checará vários documentos e cadastros. O proprietário tem que estar com o Certificado de Imóvel Rural em dia, não estar na lista de propriedades embargadas do Ibama, e não ter restrições no órgão ambiental. Quem apresentar algum tipo de irregularidade deve entrar com um processo de regularização do desmatamento para, só então, receber o crédito. (com informações de Folha Online)

O RISCO DE APAGÃO CONTINUARÁ COM AS OBRAS DO PAC

Estudo elaborado pelos economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) analisa que os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não afastam o risco de insuficiência da oferta de energia no país até 2013, mesmo que as obras não sofram atrasos. O trabalho foi publicado no site do Ipea no último dia 28 de fevereiro. O estudo traça um paralelo entre o consumo de energia e o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país e mostra que, na medida em que o PIB cresce, cresce também a demanda. Isso é medido no trabalho pela elasticidade-renda da demanda, que é o grau de sensibilidade que se tem a partir do momento em que se mexe em uma determinada variável. No caso, essa variável é o PIB. Os economistas admitem que existiria então risco de novo desabastecimento de energia. “Se não chover adequadamente, os reservatórios ficarem baixos, se o PIB crescer muito”, tendo em vista que cerca de 75% da energia gerada no Brasil provêm de fontes hídricas. Em seguida, é preciso torcer para que a elasticidade da demanda com relação ao PIB não seja muito maior do que um. “Ela vai continuar sendo um pouco maior do que um, mas que seja o mais próximo de um possível”.A terceira recomendação é que o PIB não deve crescer muito. Porque se o PIB crescer em torno de 6% a 7% é muito bom para o país, mas representará uma necessidade maior de energia, destacou. “E aí vai examinar a elasticidade. Se ela ficar muito alta, significa que a cada ponto percentual do PIB nós vamos precisar de mais energia”. Nesse contexto, afirmou que as obras que estão em execução no PAC podem não ser suficientes para suprir a demanda no período pesquisado.No curto prazo, o estudo aponta a necessidade de que sejam tomadas algumas medidas, entre as quais a contratação de dois ou três reconversores de gás natural liquefeito (GNL), o aumento da capacidade das caldeiras das usinas térmicas movidas a bagaço de cana, além do cumprimento do cronograma de entrada em funcionamento das usinas térmicas movidas a óleo combustível, resultantes do último leilão de energia realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Tudo isso, porém, levando em conta as chuvas. “Caso contrário, a insuficiência de oferta já deverá ser observada em 2009”. No médio e longo prazos, não há como fugir dos grandes projetos de energia elétrica, como a construção das usinas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira (RO). (com informações Agência Brasil)

ATITUDE AMBIENTAL NAS EMPRESAS DEPENDEM DOS FUNCIONÁRIOS

Uma publicação da Envolverde indica que trabalhar com o público interno tornou-se imprescindível para as empresas que buscam consolidar suas marcas como sustentáveis. Mais do que defender a organização, funcionários e colaboradores devem ser estimulados a adotar os valores e comportamentos éticos que a empresa pretende fundamentar suas práticas socioambientais. Esses argumentos pautaram as apresentações dos especialistas convidados a participar do 8º Mix Aberje de Comunicação Interna e Integrada, realizado na última semana, em São Paulo. Fechado para um público de comunicadores de grandes empresas brasileiras, o evento tornou-se um encontro em que se apresentaram diversas estratégias de relacionamento com o público interno. Embora houvesse um foco mais instrumental, como métodos para a disseminação mais eficiente das mensagens – o uso de novas mídias foi um dos exemplos –, idéias de como comprometer o público interno também foram levantadas durante os debates. Um dos casos apresentados foi o da multinacional varejista, Wall Mart. Segundo o gerente de Comunicação da rede de supermercados, se as ações estratégicas da empresa ambicionam, por exemplo, ser referência em responsabilidade socioambiental, é fundamental que os funcionários estejam envolvidos. E posso dizer que não é nada fácil: na minha empresa, com aproximadamente 50 funcionários, a grande maioria com nível superior, é difícil as pessoas separarem o lixo. Quando faço campanhas desse tipo, sei de gente que ri pelas minhas costas. E em casa nÃo devem fazer mesmo, deve ser difícil! Mal sabem eles que estão prejudicando a si mesmos... E são pessoas com instrução, o que não quer dizer que sejam educadas ambientalmente... Imagina outro tipo de ação. Complicado, mas nada que nos faça abater ou parar.

DE NOVO NO ZAGORA.COM.BR

Este que vos fala continua publicando a coluna de meio ambiente no site de entretenimento ZAGORA, e desta feita o assunto é o nosso bem mais precisoso, o "ouro líquido": a água. Vai lá e confere no site http://www.zagora.com.br/

ETAPA DA CONFERÊNCIA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE NO ESTADO

Neste sábado e domingo (08 e 09) será realizada a plenária da etapa Rio Grande do Sul da III Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA). O evento acontece no Centro de Eventos da Cultura Gaúcha Almir Azeredo Ramos, junto ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia), com entrada franca. A organização é da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e da Superintendência do Ibama no RS, por meio da Comissão Organizadora Estadual, composta por 27 instituições e entidades, sendo que 21 representam a sociedade civil, comunidades tradicionais e povos indígenas, cinco o setor governamental e uma o setor empresarial. O evento é aberto a todos os interessados na discussão das mudanças climáticas, que é o tema central da Conferência Nacional do Meio Ambiente. Na plenária gaúcha serão escolhidos delegados para representar o Rio Grande do Sul na Conferência Nacional. A escolha dos delegados acontecerá no domingo à tarde e depende da participação dos candidatos nos grupos de trabalho. O credenciamento para a etapa gaúcha da CNMA deverá ser feito no local. Detalhes do funcionamento da plenária, com a participação nos grupos de trabalho e a eleição dos delegados pode ser conferida no regulamento da plenária estadual, disponível no enderece eletrônico www.sema.rs.gov.br. (com informações SEMA)

SC PASSA A TER CÓDIGO AMBIENTAL

Santa Catarina passa a ter, a partir desta segunda-feira, seu primeiro Código Ambiental. Esta é a primeira vez que o Estado elabora leis para regulamentar as questões referentes ao meio-ambiente. Composto por medidas que confrontam o Código Florestal Brasileiro, o catarinense é menos exigente que este. Uma das principais diferenças é a permissão de produção em áreas acima de 850 metros de altitude. Segundo o código brasileiro, essas regiões fazem parte da Mata Atlântica e não podem ser mexidas, pois são de preservação permanente. O código catarinense, em contrapartida, permite produção agropecuária nesses locais, desde que não comprometam o meio-ambiente. Esse é o resumo da nota publicada no DC... sinceramente, completamente fora de contexto essa interpretação dos órgãos ambientais catarinenses. As orientações da lei federal não valem?

CURSOS DE GRADUAÇÃO AMBIENTAL CRESCEM MAIS DE 800%

O que era interesse de poucos virou preocupação de muitos e a área ambiental deixou de ser especialidade para se tornar curso de graduação. Desde o ano 2000, o crescimento no número de cursos com esse perfil no País foi de 822%. A quantidade de alunos pulou de cerca de mil para mais de 10 mil nesse período. E os formandos em busca de emprego em áreas como Gestão Ambiental, Controle Ambiental e Saneamento Ambiental, que sequer existiam há oito anos, já passam dos 2.200.Segundo o levantamento do Ministério da Educação (MEC), feito a pedido da reportagem, as vagas em vestibulares em 11 cursos da área cresceram mais de 1.000% desde 2000. Os números mais recentes são de 2006 e mostram 8.377 vagas em universidades públicas e particulares no País. Em 2000, eram 732.Muitos dos cursos ambientais surgiram dentro da nova modalidade de graduação, os cursos tecnológicos, com formação mais rápida (em menos de quatro anos), menos acadêmica e voltada para o mercado de trabalho. Além da criação de novos cursos, os que já existiam foram reestruturados e até mudaram de nome para atender as demandas ambientais recentes. (com informações Ambiente Braisl e Yahoo)

PRODUTORES OBRIGADOS A CUMPRIR EXIGÊNCIAS AMBIENTAIS JUNTO AOS BANCOS

Agora os bancos públicos e privados estão proibidos de conceder empréstimo aos produtores da Amazônia que não cumprem as exigências ambientais legais. O governo anunciou as novas regras para o crédito rural na região. Até então, os pecuaristas podiam pegar emprestado dinheiro a juros subsidiados para projetos na Amazônia, inclusive em municípios campeões de desmatamento. Para mudar isso, uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional cria regras mais rígidas para obter o empréstimo.Em janeiro, um pesquisa do Instituto do Homem de Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostrou a ligação entre os empréstimos bancários para a pecuária e o aumento das derrubadas na Amazônia. (com informações Pense Verde)